Quarentena fake: os truques do comércio para burlar o isolamento social

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“Agindo assim, os comerciantes se sentem menos culpados em furar a quarentena. Eles sentem que estão cometendo um delito menor, como roubar brigadeiro em uma festa. Não se sentem corruptos ou culpados de ajudar a espalhar o coronavírus”, analisa Flávia Ávila, especialista em economia comportamental e fundadora da consultoria InBehavior Lab. “É o conflito entre o que se deseja ser, o como você quer ser visto e o que realmente você é”, resume.

A justificativa dos comerciantes em abrir é sempre a mesma: as contas. No caso da cabeleireira que não quis se identificar, o proprietário do imóvel onde fica seu salão nem está cobrando o aluguel. “Mas tenho outras contas e não quero ficar devendo”, afirma.

Culturalmente, ter dívidas, para o brasileiro, é uma das piores coisas que podem acontecer a uma pessoa. Por isso, segundo Flávia, a adesão ao isolamento fica mais complicada. “Entre a realidade atual das contas – a vergonha de ficar devendo – e a possibilidade no futuro de uma doença, as pessoas trabalham preferem o agora”, explica a economista.

O efeito manada também age nesse momento de incerteza. “Como não se sabe como agir numa situação nunca vivida antes, as pessoas procuram copiar o comportamento de uma liderança ou o da maioria”, explica Flávia. Uma vez que as lideranças no governo estão em conflito, o movimento da maioria ganha força: “se os outros estão abrindo, vou abrir meu comércio também.”

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