Economia Comportamental e Nudging na prática

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Pense nas últimas escolhas que você teve que fazer: a última vez que decidiu assinar uma revista ou jornal, se matricular numa academia, comprar um plano de saúde ou uma simples televisão. E quando tomou uma decisão pensando no bem-estar do próximo, economizou água ou simplesmente respondeu a um favor? 


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Você lembra o que pesou na sua decisão naquele momento? Quanto tempo demoru para tomar aquela decisão? O que acha que te influenciou bem ali? 

As pessoas costumam fazer escolhas imediatistas, impulsivas e muitas vezes errôneas ao considerar que elas são influenciadas por fatores raramente determinantes. Elas agem de forma automática, em decorrência de hábitos ou por inércia. Ficamos paralisados diante de muitas escolhas ou sobrecarga de informação sobre um produto. Animais sociais e além de influenciados pelos outros no dia a dia, nós nos deixamos afetar por nossas identidades pessoais: como nos vemos e como queremos ser vistos. 

Com a ascensão de pesquisas que demonstram a dimensão do impacto de influências cognitivas, sociais, econômicas e contextuais na preferência de compra, estilo de vida e consumo de mídia de consumidores, a área empírica ganha reconhecimentos dos seus processos e resultados. 

Estudando decisões de compras, amplamente moldadas pelo contexto, além de crenças, experiências e interações sociais, os experimentos permitem desenvolver desenhos de estratégias efetivas para empresas, agências de publicidade ou consultorias, sendo preditivo ao se investigar o comportamento de consumo. 

Um diferencial em diversos setores


Por ser uma área muito recente no país, a Economia Comportamental ainda não é explorada em todo seu potencial pelas organizações. Países como os Estados Unidos e Inglaterra já aplicam suas ferramentas nos mais diversos setores. O Nobel será um grande incentivo para que seus fundamentos sejam cada vez mais incorporados por empresas que estejam investindo em um entendimento cada vez mais profundo e realista de seus consumidores. 

Nas últimas duas décadas a área e suas aplicações empíricas têm vivido seu auge no mundo, ganhando cada dia mais destaque tanto no meio acadêmico, quanto em áreas como marketing, sustentabilidade e políticas públicas. 

Atualmente, departamentos de produtos e inovação em empresas e governo gastam milhões para entender e influenciar pessoas, com resultados mistos e a Economia Comportamental pode ser chave nesse desafio. 

 

O que é Nudging? Qual a importância de aprender esse conceito na prática?

"Um nudge é qualquer aspecto da arquitetura de escolha que altera o comportamento das pessoas de um modo previsível sem proibir quaisquer opções nem alterar significativamente seus incentivos econômicos. Para que uma intervenção seja considerada um mero nudge, deve ser fácil e barato evitá-la. Nudges não são imposições. Dispor as frutas ao nível do olhar é considerado nudge. Proibir junk food, não." Richard Thaler e Cass Sunstein (2008, p. 6).

É uma nova perspectiva para identificar problemas e desenhar soluções e produtos. Os estudos e cases na área tem mostrado como pequenos detalhes podem fazer uma enorme diferença. Veremos na prática como aplicar e se basear nesses estudos para entender o comportamento humano e assim criar soluções efetivas e inovadoras!

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