Comportamento em forma de economia

Em Economia Comportamental por

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Área de pesquisa procura oferecer uma visão mais ampla sobre as escolhas dos clientes

As nossas escolhas são feitas totalmente de forma consciente e racionais? Será que o cliente realmente sabe porque opta por uma coisa e não outra? Talvez, poderíamos nos surpreender ao saber que nossas decisões são feitas de maneira muito menos consciente do que desejado. Isso torna cada vez mais essencial a necessidade de compreender quais são as razões que impulsionam as pessoas a terem suas escolhas. Não à toa, muitas empresas têm investido em estudos de Economia Comportamental.

De acordo com a sócia da consultoria InBehavior Lab e coordenadora do MBA em Economia Comportamental da ESPM, Flávia Ávila, é por meio de estudos nessa área que o negócio conseguirá criar estratégias de sucesso, garantindo que seu público tenha melhores decisões no seu dia a dia. “Fatores muitas vezes inesperados influenciam de forma decisiva o comportamento humano. Sendo assim, saber como atuar nesse contexto pode levar a soluções surpreendentes e resultados de impacto”, explica ela. “A Economia Comportamental fornece ferramentas poderosas e uma visão mais real e precisa do comportamento humano, ela abraça as nuances irracionais das nossas escolhas diárias, possibilitando a criação de produtos mais compatíveis com as necessidades do mercado e da sociedade como um todo.”

 

Por meio do uso de big data, neurociência e outros métodos, a Economia Comportamental pode, então, medir quais fatores econômicos, psicológicos, sociais e emocionais afetam as decisões das pessoas. O que já se sabe é que nossas escolhas são influenciadas pelo ambiente ao qual estamos, assim, medir a maneira que diferentes alternativas podem afetar nessa tomada de decisão pode ser determinante para mudanças de resultados. Um exemplo de uso desse estudo é para a análise de como as normas sociais moldam as seleções das pessoas. Como foi o que aconteceu na Califórnia, nos Estados Unidos, Flávia conta que uma empresa cuja função é conscientizar a população sobre o consumo de eletricidade realizou uma pesquisa para saber qual seria a melhor forma de incentivar a diminuição dos gastos.

Em um primeiro momento, um grupo de universitários passou de porta em porta distribuindo três tipos de informações, como: “economize dinheiro”, “salve o planeta”, “seja um bom cidadão”. Porém, os apelos tiveram pouco efeito. Já em outra parte, o objetivo era medir como as normas sociais são determinantes, o grupo informou às pessoas que os vizinhos do bairro estavam trocando o ar-condicionado por ventiladores, para pouparem energia. E o resultado foi uma redução significativa no gasto energético. “Esse é um fator ainda subestimado por economistas, mas que tem sido amplamente explorado pela Economia Comportamental. Diversos experimentos e estudos empíricos tem demonstrado quanto evidenciar o comportamento dos outros pode ser muito mais efetivo para provocar mudanças de comportamento do que invocar princípios relacionados à economia e dinheiro, ser sustentável ou ter uma atitude exemplar”, comenta a especialista.

Dessa maneira, por meio de conhecimentos dessa área, a empresa tem maior capacidade de melhorar a comunicação com o consumidor, com menos ruídos. “Seja no contexto de compras, rentabilização ou fidelização de clientes, os estudos movem o nosso olhar para detalhes antes desconsiderados e fornecem ferramentas poderosas para entender mais a fundo os consumidores”. Como a executiva declara a mente de um consumidor não é uma chapa branca, as decisões são sempre feitas com base em comparações e fatores externos e internos. “Executivos e acionistas podem usar suas ferramentas para desenhar novas estratégias e reposicionar produtos com mais segurança e impacto ao adicionar a Economia Comportamental como uma de suas ferramentas para desvendar a mente dos consumidores”, pontua.

 

Fonte: http://clientesa.com.br/gestao/63401/comportamento-em-forma-de-economia/ler.aspx

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