Como tomamos decisões? na Você S/A

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“Nos últimos 50 anos, os economistas se dedicaram a estudar criaturas fictícias, talvez unicórnios.” A frase, dita por Richard Thaler, ganhador do Prêmio Nobel de Economia no mês passado, ironiza a base da economia tradicional, para a qual o homem é racional ao extremo.

Ao rechaçar essa ideia, o economista americano de 72 anos, professor na Universidade de Chicago, diz que, na hora de tomar decisões financeiras, agimos muito mais como Homer Simpson, o pai de família estúpido do desenho Os Simpsons, do que como Albert Einstein, gênio da física cuja lógica dispensa apresentações. Se fôssemos tão coerentes como defende a velha guarda econômica, não nos endividaríamos, não gastaríamos mais do que ganhamos nem entraríamos no cheque especial com juros acima de 300% ao ano.

Considerado um dos pais da economia comportamental, que se apoia na psicologia para estudar como as pessoas fazem suas escolhas financeiras, Richard Thaler encabeça, ao lado de nomes como o psicólogo Daniel Kahneman (seu amigo pessoal, autor do best-seller Rápido e Devagar e laureado com o Nobel de Economia em 2002), uma revolução que vem humanizando a economia. Uma de suas teorias mais conhecidas, por exemplo, foi batizada de nudge — ou “empurrãozinho”, em português.

Nela, o Nobel defende que basta uma atitude pequena para desencadear uma grande mudança financeira. Ele comprovou, também, que a racionalidade limitada, as preferências sociais e a falta de autocontrole das pessoas têm enorme impacto não só nas finanças pessoais como também no sistema econômico como um todo.

Uma das principais contribuições de Richard e de seus pares ilustres foi a identificação de padrões que nos ajudam a compreender nossos problemas com o dinheiro e a criar mecanismos para lidar melhor com eles. “A escolha financeira é um processo custoso, e a tendência do ser humano é simplificar as coisas”, afirma Flávia Ávila, fundadora e coordenadora do MBA em Economia Comportamental da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo.

Nesse sentido, diz Flávia, o autoconhecimento é o caminho mais seguro para evitar as armadilhas psicológicas que bagunçam nossas contas. Joelson Sampaio, professor na Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, concorda. “Quando as pessoas entendem como a mente reage, conseguem mudar seus pensamentos”, afirma ele. Confira, ao longo desta reportagem, sete conceitos propostos por Richard Thaler que vão ajudar seu cérebro a jogar a favor — e não contra — o dinheiro.

 

Confira a matéria na íntegra:

https://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/como-programar-sua-mente-para-lucrar/

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